O duelo entre Vasco e Santa Fe pela Copa Sul-Americana terá no centro do palco o veterano Hugo Rodallega, 41 anos, autor de 18 gols na temporada e referência técnica do time colombiano. Acostumado ao futebol brasileiro — passou pelo Bahia entre 2021 e 2022 —, Rodallega chega com a experiência como principal arma do Santa Fe, sobretudo em partidas disputadas na altitude de Bogotá.

O adversário direto do Vasco será também um rosto conhecido da torcida cruzmaltina: o atacante Emerson Rodríguez, que vestiu a camisa vascaína em 2024 em 21 jogos e dois gols. A passagem não deixou saudade e agora o atacante volta ao Rio como rival, um detalhe que acrescenta apelo emocional ao confronto, mas não altera o risco prático que Rodallega e o time colombiano representam.

Apesar da campanha ruim no Campeonato Colombiano — 13º lugar com apenas cinco pontos — o Santa Fe vem de trajetória continental com começo complicado na Libertadores (terceiro lugar em grupo com Corinthians e Platense) e sequência positiva na Sul-Americana, eliminando Caracas e depois o River Plate nas oitavas. O técnico Pablo Repetto, com experiência continental, compõe um cenário que exige atenção tática do Vasco.

Além do desafio técnico, há a variável da altitude em Bogotá e o ambiente de El Campín — estádio que passará por grande reforma em 2027 para virar uma arena moderna com capacidade para 50 mil torcedores. Para o Vasco, o duelo aponta como um teste de capacidade de gestão de jogo e condicionamento: perder para um time de desempenho irregular no torneio doméstico, mas forte continentalmente, teria custo esportivo e de imagem.