O veto do consórcio que administra o Maracanã impediu que o Vasco realizasse no estádio ações comerciais vinculadas ao primeiro jogo da NFL no Rio — projeto feito em parceria com a própria liga e a marca Approve. Estavam previstos pontos de venda e um vídeo no telão; as peças acabaram desviadas para uma loja no Leblon após a negativa recebida nesta semana.
O episódio é mais um capítulo de atritos recentes entre o clube e o grupo Fla-Flu. Nos últimos meses, o Vasco esbarrou em recusas para mandar partidas da Copa do Brasil contra Vitória e Palmeiras no Maracanã, e vive incerteza sobre a semifinal da Sul-Americana com o Boca Juniors: a Conmebol exige capacidade mínima de 30 mil lugares, mas o consórcio não respondeu ao pedido formal do clube.
A gestão vascaína enxerga descumprimento do acordo que prevê mandar clássicos com Flamengo e Fluminense e até quatro jogos adicionais por ano. O consórcio justifica vetos apontando más condições do gramado diante da intensa programação — dois dias após o encontro com o Boca há o jogo do Flamengo pela Libertadores —, o que torna disputas por uso do estádio uma questão técnica e administrativa.
O presidente Pedrinho elevou o tom, reclamou do tratamento e anunciou intenção de levar o clássico com o Flamengo para São Januário, buscando garantir mando e receitas. Além do prejuízo comercial imediato, a sequência de negativas expõe desgaste na relação com o consórcio, amplia a incerteza sobre calendários e receitas e pressiona por uma resposta rápida antes dos compromissos decisivos.