O Vasco foi dominado e goleado por 4 a 1 pelo Internacional, em partida que deixou em evidência falhas individuais e problemas de concepção tática. Cuesta, Léo Jardim, Tchê Tchê e Brenner foram apontados como os piores na noite que se tornou vexame para a equipe, que saiu de campo exposta e sem respostas coletivas.

A defesa sofreu no deslocamento e nas coberturas: erros de passe e posicionamento deram ao Inter os contra-ataques que definiram o placar. Cuesta teve papel direto em lance que acabou originando o segundo gol e ainda foi expulso nos minutos finais — um desfecho simbólico de uma atuação ruim. Léo Jardim também foi criticado por não acompanhar Alerrandro em saída rápida que levou ao terceiro gol, e a equipe encaixou mal a marcação nas transições.

No meio-campo e no ataque, o problema foi a previsibilidade. Tchê Tchê seguiu com um jogo burocrático, oferecendo pouco fluxo e sendo frequentemente desarmado; o meio ficou preso em passes curtos que não quebravam linhas. Brenner, apesar de marcar o gol de honra depois de perder chance clara aos três minutos, não conseguiu dar presença de referência ao ataque. Quem trouxe um respiro foi Gómez, que entrou e criou a melhor chance do Vasco.

Além das falhas técnicas, a derrota acende questionamentos sobre opções do treinador: a insistência em Brenner e Tchê Tchê, já recorrente, revela erro de conceito diante de um elenco que precisa de dinamismo. Resultado e desempenho aumentam a cobrança da torcida e exigem reação rápida da comissão e da diretoria para evitar desgaste maior na sequência do Brasileirão.