As vendas de Allan ao Manchester City por 40 milhões de euros e o encaminhamento da saída de Riquelme Fillipi para o Inter Miami mexeram com o planejamento do Palmeiras para o ataque, mas não mudaram de imediato a diretriz do clube no mercado. A diretoria vê a receita como alívio fiscal, mas mantém postura cautelosa: evita assumir compromissos de alto custo mesmo com maior margem financeira.
O problema ganhou contornos mais urgentes com a nova lesão muscular de Paulinho, que ficará fora até pelo menos a próxima Data Fifa, em 6 de outubro. Internamente, a diretoria afirma confiar na recuperação do jogador e na sua contribuição ainda nesta temporada, mas a ausência prolongada amplia o déficit de opções ofensivas e acelera a necessidade de alternativas no curto prazo.
A experiência recente com a contratação de Barboza ilustra a abordagem do clube: o Palmeiras recalculou rotas quando surgiu oportunidade mais viável financeiramente, preferindo evitar leilões por nomes caros. Nomes ventilados no mercado — como Luiz Henrique, alvo de custo elevado, e Helinho, considerado difícil por valor de mercado — aparecem como alternativas conhecidas, mas têm preços que destoam da política atual do clube.
Com a janela doméstica fechando em 11 de setembro, a tendência é de novo recurso à base, principal ponto de vantagem do Palmeiras nos últimos anos. Jogadores como o jovem Heittor já aparecem como opções observadas por Abel Ferreira, ainda que com características distintas das dos atacantes vendidos. Em síntese: o clube ganhou recursos, mas optou por cautela financeira; a lesão de Paulinho pressiona por soluções imediatas e testa a capacidade da base de suprir lacunas decisivas.