A derrota por 1 a 0 para o Flamengo deixou um clima de irritação no vestiário do Fluminense. Mais do que a avaliação tática ou a atuação dentro de campo, as conversas giraram em torno da arbitragem de Rafael Rodrigo Klein, cujas decisões dominaram a reação imediata de jogadores e membros da comissão técnica.
Entre os mais contundentes estiveram Canobbio, Ganso e Samuel Xavier, segundo relatos internos. A suspeita de lances não assinalados e as consequentes discussões sobre um possível pênalti e expulsão foram revisadas por dirigentes e pela comissão. A cena que chamou atenção foi a perna de Castillo, marcada após contato com Pulgar, registrada e comentada nos bastidores do clube.
O presidente Mattheus Montenegro também acompanhou a revisão dos episódios e o elenco tentou, na sequência, organizar a transição de foco. Savarino, que falou após o jogo, destacou a insatisfação do grupo mas reforçou a necessidade de reação imediata: a equipe tem pela frente, já na quarta-feira, a partida de ida da semifinal da Libertadores contra o Palmeiras, em casa.
O desafio agora é administrativo e emocional: equilibrar o desgaste provocado pela polêmica arbitral com a preparação para um confronto decisivo continental. Internamente o recado foi claro — registrar as reclamações e buscar clareza sobre os lances, sem, porém, permitir que o desgaste vire fator determinante na preparação para a sequência da temporada.