Sebastian Vettel guiou na manhã deste domingo a Ferrari F2002, usada por Michael Schumacher em 2002, em uma volta simbólica antes da largada do GP da Itália, em Monza. O ato integra as homenagens ao heptacampeão no fim de semana em que a escuderia celebra os 30 anos da transferência de Schumacher da Benetton para a Ferrari — marco que transformou a história do time.

A Ferrari também levou o tributo ao grid: o SF-26 de seus titulares traz uma pintura que remete ao F310 de 1996, e macacões e uniformes ostentam sete estrelas em referência aos títulos do alemão. Lewis Hamilton e Charles Leclerc saem para a corrida com o visual comemorativo, numa combinação de memória histórica e estratégia de imagem.

Vettel definiu como privilégio poder pilotar o carro do seu ídolo e amigo, gesto que reforça a relação pessoal entre os dois e o legado que Schumi deixou na categoria. O tetracampeão e o heptacampeão dividiram o grid entre 2010 e 2012, quando Schumacher retornou às pistas pela Mercedes, e a afinidade entre eles é parte do simbolismo do momento.

Além do valor emocional para a torcida, a iniciativa tem efeito concreto para a marca Ferrari: reafirma a identidade do time em Monza, palco simbólico para os fãs, e transforma o fim de semana em oportunidade de visibilidade e engajamento. A participação de nomes como Rubens Barrichello e Vettel ao volante da F2002 retoma episódios-chave da era Schumacher e mantém viva a narrativa que ainda mobiliza a base de torcedores.