Victória Barros, de 16 anos, colocou o Brasil de volta às semifinais da chave juvenil feminina de Roland Garros após quase quatro décadas. Nesta quinta-feira, a brasileira virou sobre a sul-coreana Ha Eum Lee por 2 sets a 1, com parciais de 2/6, 6/1 e 6/4, e igualou o feito alcançado por Andrea "Dadá" Vieira em 1987. A adversária da semifinal será a chinesa Xinran Sun, segunda cabeça de chave, que avançou com vitória rápida sobre Anastasija Cvetkovic (6/0, 6/2 em 56 minutos). A partida está marcada para sexta-feira, em horário a confirmar.

Na mesma manhã, a chave masculina também trouxe motivo para otimismo: Guto Miguel, 17 anos e cabeça de chave número 1, superou o austríaco Thilo Behrmann por 2/1 (6/4, 1/6, 6/3) e garantiu vaga na semifinal. Ele fará um duelo 100% brasileiro contra Leonardo Storck, que eliminou o norte-americano Jack Kennedy por 2 sets a 0. O avanço coloca dois nomes do país em posição inédita de disputa por uma presença na decisão do juvenil em Paris.

O alcance das campanhas tem implicações claras para o circuito juvenil nacional: Victória retorna a um patamar que não se via desde a geração de 1980, enquanto a semifinal masculina revela profundidade no trabalho formativo. Além do efeito imediato de visibilidade, as performances podem pressionar por investimentos em infraestrutura, suporte técnico e calendário competitivo para transformar boas promessas em trajetórias profissionais. Em termos esportivos, resta agora transformar a expectativa em resultados nas semifinais de sexta-feira.