O primeiro gol do Uruguai sobre Cabo Verde, em Miami, teve um episódio que dominou a discussão pós-jogo: Arcanjo, do time africano, caiu com cãibras e recebia atendimento enquanto Viñas, do Uruguai, ajudava o rival. Ao ver a Celeste em posição de ataque, Viñas deixou o atendimento e foi disputar a jogada — na sequência, Maxi Araújo marcou aos 43 minutos do primeiro tempo.
A cena provocou forte reclamação da delegação cabo-verdiana ao árbitro: o jogador seguiu caído durante o lance que resultou no gol, e o pedido de paralisação não foi acatado. Em seguida, Arcanjo precisou deixar temporariamente o campo por conta da nova regra de atendimentos da Fifa, que obriga o protocolo que o tirou do jogo por cerca de um minuto.
O Uruguai ainda completou a virada ainda no primeiro tempo, aos 50 minutos, com Canobbio. Para Cabo Verde, o episódio não é apenas uma queixa isolada: trata-se de uma questão de fair play e de aplicação consistente das normas de atendimento médico em campo, com impacto direto no resultado de partidas-chave do Grupo H.
Além do efeito esportivo imediato, o lance expõe um ponto recorrente em copas e torneios: como equilibrar a fluidez do jogo com a proteção ao jogador e a equidade entre as equipes. O episódio em Miami deve gerar perguntas sobre critérios dos árbitros e sobre como as novas regras da Fifa vêm sendo interpretadas em campo.