O Real Madrid derrotou o Athletic Bilbao por 4 a 2 na última rodada da LaLiga, partida que serviu de despedida para Dani Carvajal e David Alaba no Santiago Bernabéu. Entre os ausentes estava Vinícius Júnior: liberado pelo clube, o atacante não compareceu ao estádio e viajou ao Brasil para alguns dias de folga antes de se apresentar à seleção.
A ausência do camisa 7 despertou críticas na imprensa espanhola. Em reportagem, o jornal Marca questionou a postura do jogador ao não participar da despedida de figuras históricas do clube, interpretando o gesto como sintoma de prioridade pessoal e possível falta de comando no vestiário — uma leitura baseada nas recentes tensões internas do elenco.
É factual que Vinícius foi dispensado da última partida e não participou dos treinos recentes, optando por iniciar a preparação rumo ao Mundial com antecedência. O episódio, contudo, tem consequencias simbólicas: a imagem de um dos líderes que deixa de marcar presença em momentos institucionais reforça questionamentos sobre coesão interna e autoridade no grupo.
A crítica não altera o calendário do jogador — ele retorna para a seleção na quarta-feira (27) —, mas reabre o debate sobre responsabilidade e exemplo dentro do Real. Mais do que uma ausência pontual, o caso alimenta a narrativa sobre desgaste de liderança e poderá aprofundar a vigilância da mídia e da torcida sobre o comportamento do atacante.