Carlo Ancelotti justificou a escolha de Bruno Guimarães para a cobrança de pênalti contra a Noruega dizendo que a comissão técnica adotou uma estatística de um ano e avaliou os jogadores em campo. A penalidade foi batida aos 13 minutos, com o placar ainda em 0 a 0, e reabriu o debate sobre por que Vinícius Júnior não foi o encarregado.
No recorte citado pelo treinador, os números de Vini Jr mostram sete cobranças pelo Real Madrid na temporada: cinco convertidas e duas defendidas — aproveitamento de 71%. Bruno Guimarães teve três pênaltis no mesmo período, com dois acertos e um erro (66%). Gabriel Martinelli aparece com uma cobrança convertida (100%), mas trata‑se de amostra mínima.
Segundo o levantamento, os dois pênaltis perdidos por Vini foram contra o Valencia (cobrança no meio defendida) e na partida contra o Manchester City na Champions (chute defendido por Donnarumma, segundo os dados). Ainda no recorte, outro jogador do time rival de destaque assumiu a maioria das cobranças em partidas em que Vini participou: foram 11 pênaltis cobrados por esse atleta, com 10 convertidos e um desperdiçado.
Pelos números, Vini tinha aproveitamento ligeiramente superior, mas as amostras são pequenas e não provam que outra escolha teria mudado o resultado. A justificativa de Ancelotti combina estatística e percepção de desempenho em campo; os dados, contudo, dão suporte ao questionamento público sobre a ordem de batedores.