Vinicius Júnior passou a integrar um seleto grupo da história da Seleção ao marcar em cada um dos três primeiros jogos do Brasil na Copa do Mundo de 2026. O desempenho coloca o atacante entre nomes que, além do início fulminante, terminaram a campanha como campeões mundiais.

Em sua 51ª partida pela amarelinha, Vini chegou a quatro gols no torneio — um no primeiro jogo, dois contra a Suécia e mais um diante da Escócia — e entrou na briga pela artilharia. A regularidade nas três rodadas iniciais realça sua participação como peça-chave do setor ofensivo brasileiro.

O mérito histórico é claro: antes dele, apenas Jairzinho (1970), Romário (1994), Ronaldo e Rivaldo (ambos em 2002) repetiram o feito de marcar nas primeiras partidas da Copa representando o Brasil. Jairzinho, no tricampeonato de 1970, é o único que anotou em todos os jogos da campanha; Rivaldo teve sequência maior em 2002, e Ronaldo foi o artilheiro daquela edição.

Há também o caso de Leônidas da Silva, em 1938, quando o formato do Mundial era distinto e permite comparações apenas com ressalvas. O ponto prático para 2026 é político dentro do campo: o começo promissor de Vini aumenta a responsabilidade sobre ele nas fases decisivas e alimenta expectativas que a seleção precisará gerir coletivamente.

O ato de igualar um feito com nomes que marcaram época não garante título, mas muda o tabuleiro da narrativa: Vini passou de promessa a protagonista com obrigação de manter rendimento. A partir das oitavas, sua continuidade será determinante tanto para as ambições individuais quanto para as chances do Brasil no torneio.