O Brasil venceu o Panamá por 6 a 2 em amistoso que teve tom de laboratório para Ancelotti. No placar e na avaliação individual, Vini Jr, Paquetá e Danilo Santos foram os jogadores que mais se destacaram: combinando presença ofensiva, finalizações e participação decisiva, ajudaram a transformar o domínio em gols e vantagens confortáveis.
Vini Jr voltou a aparecer com velocidade e presença de área, participando de jogadas que resultaram em gol e rendimento coletivo. Paquetá teve papel ativo na criação e deixou sua marca com finalização de infiltração. Danilo Santos sobressaiu pela superioridade no setor e pelas inversões bem colocadas, ocupando a faixa com qualidade técnica diante de Alex Sandro. Igualmente positivo foi o desempenho de Rayan — autor de um golaço — e de Igor Thiago, que mostrou boa movimentação e presença de área.
Ao mesmo tempo, o jogo expôs pontos a ajustar. Alguns titulares, como Luiz Henrique, Cunha e Raphinha, apresentaram atuações apenas razoáveis: participação ofensiva tímida em momentos chave e erros de finalização ou de decisão. A defesa sofreu dois gols em cenários distintos — um desvio e um chute de longa distância que o goleiro não alcançou — e houve lances em que a saída de bola e a precisão nos passes ficaram aquém do esperado. Também houve vaias pontuais a jogadores após erros isolados.
O amistoso confirmou a profundidade ofensiva do elenco e deu indicações úteis para a rotação, mas não elimina a necessidade de ajustes defensivos e maior consistência de alguns titulares. Para Ancelotti, os testes trouxeram sinais positivos na frente e alertas na transição entre setores: lições a serem aproveitadas antes dos compromissos oficiais.