O Vitória apresentou nesta quarta-feira, na Prefeitura de Salvador, o projeto de modernização do Barradão. A obra terá aporte de R$ 460 milhões — R$ 410 milhões para construção e R$ 50 milhões para regularização do estádio — e ficará a cargo da SD Arenas, que também administrará o equipamento por 35 anos.

O clube prevê início das obras em setembro, desde que sejam obtidas as licenças, processo que o presidente Fábio Mota disse esperar concluir em cerca de 90 dias. O cronograma foi dividido em cinco fases para permitir que o Barradão siga recebendo partidas durante a maior parte do processo; a conclusão está estimada em até três anos.

O projeto transforma o estádio em arena multiuso com capacidade para 40.597 espectadores em dias de jogo — contra os atuais 30.793 — e possibilidade de público de até 60 mil para grandes shows. A nova configuração inclui rooftop, restaurantes com vista para o campo, 122 camarotes corporativos, 14 bares, 32 banheiros adicionais, Wi‑Fi e melhorias em som e segurança.

O Vitória ressalta que o terreno permanece como patrimônio do clube e que não haverá venda do estádio, apenas cessão do direito de superfície. A alternativa difere do modelo adotado por concorrentes que venderam SAFs a grupos internacionais; a relação com a SD Arenas amplia receitas imediatas, mas também vincula a gestão do Barradão a um parceiro por três décadas — um movimento que muda o perfil de exploração comercial do clube.