O Vitória transformou o Barradão em palco de nova reviravolta na Copa do Brasil: venceu o Athletico-PR por 4 a 0 e reverteu a derrota por 2 a 0 no jogo de ida, garantindo vaga nas oitavas. A noite teve começo acelerado, com Renê abrindo o placar ainda no primeiro tempo e o time imprimindo ritmo para completar a virada.
Mais do que espetáculo, há padrão nas atuações como mandante. Em 2026, o Vitória registra 75% de aproveitamento no Barradão e figura entre os melhores donos de casa da Série A. A torcida e o elenco, diz o placar, seguem alimentando uma química que transforma desvantagens em oportunidade — já vista em outras classificações diante do Flamengo e na reação que levou ao título do Nordestão sobre o Fortaleza.
A leitura tática também saiu correta. Jair Ventura arriscou o 4-2-4 com Kayzer e Renê à frente e o retorno de Erick ao time titular; a aposta rendeu: Renê marcou duas vezes, Erick encerrou jejum de sete partidas com um golaço e Marinho voltou a balançar as redes após longo período sem gols. A mudança de perfil provocou descompasso no Athletico e permitiu explorar contra-ataques e espaços nas costas da defesa adversária.
Além do resultado, a partida tem efeito simbólico e prático: devolve confiança ao grupo e legitima a leitura de Ventura em jogos de alta pressão. O Barradão segue como trunfo inegável na campanha do Vitória, e a classificação mostra que, quando alinhadas tática, torcida e confiança, viradas antes improváveis deixam de ser exceção.