O Vitória teve a posse, tentou controlar o jogo no Barradão, mas não conseguiu transformar domínio em gol: 0 a 0 com o Corinthians pela 12ª rodada do Brasileirão. A partida ficou marcada pelo número mínimo de finalizações certas nesta edição — apenas um chute no alvo, do próprio Vitória — e nenhum do adversário.

Na coletiva, Jair Ventura reconheceu a dificuldade de concluir: disse que a equipe buscou tirar o conforto do time de Fernando Diniz, ocupando as laterais e saindo curto na saída de bola. O técnico ressaltou a posse como ferramenta para criar oportunidades e apontou evolução tática do time, lembrando chances claras perdidas por Martínez, Ronald e Renê, além de um bom arremate de Zé.

O resultado mantém o aproveitamento caseiro (três vitórias e um empate nos últimos quatro confrontos em casa), mas também expõe vulnerabilidades. Ventura mostrou preocupação com lesões: Kayzer e Baralhas sentem incômodo e a sequência de desfalques reduz alternativas para fazer alterações e variar o jogo — problema que ganha relevância com a ida ao Maracanã para enfrentar o Flamengo pela Copa do Brasil, na quarta, e a viagem à Arena da Baixada no domingo.

A leitura é clara: o Vitória já mostra organização e crescimento coletivo, mas falta eficácia e profundidade no banco. Dominar a posse contra o modelo de Diniz é mérito; não converter isso em chances reais e perder atletas importantes cobra preço. Resta ao técnico transformar controle em finalizações e administrar um elenco mais curto nas próximas semanas.