O Barradão, palco das principais vitórias do clube na temporada, não foi suficiente para segurar o Vitória. A derrota por 2 a 0 para o Vasco, na volta das quartas de final da Copa do Brasil, selou a eliminação e escancarou a falta de soluções ofensivas do time de Jair Ventura.
No segundo semestre o ataque do Vitória passou em branco em oito dos 12 jogos disputados — um sintoma que voltou a ficar claro na partida. Com o adversário recuado e uma linha de cinco defensores, o Rubro-Negro teve espaço para trocar passes, mas faltaram mecanismos para quebrar linhas, infiltrar em velocidade ou construir jogadas de penetração. A posse, muitas vezes, foi usada lateralmente, sem agressividade.
As tentativas de ajuste de Jair Ventura não resolveram. Uma jogada de bola parada chegou a resultar em gol anulado pelo sistema de impedimento semiautomático — Luan Cândido estava em posição irregular — e as alterações posteriores (saída de Tarzia, entrada de Renê; depois Marinho por Cacá e recuo de Zé Vitor) deixaram o time desfigurado. Carlos Andrés Gómez aproveitou o espaço e marcou de fora da área; o segundo gol, já aos 51 minutos, apenas ampliou o placar.
Além da eliminação, a sequência de quatro derrotas e o aproveitamento reduzido (três vitórias em 12 jogos no returno) colocam o Vitória em situação delicada no Brasileiro. Com pouco tempo até a próxima rodada — quando o Grêmio visita o Barradão — o clube precisa reagrupar forças, revisar propostas ofensivas e exigir respostas táticas do treinador para evitar que a queda de rendimento vire um problema institucional maior.