A brasileira Vitória Miranda, 31ª do ranking mundial, viu parte da preparação desfeita em Madri depois que a companhia aérea Iberia extraviou sua bagagem. A raqueteira com as raquetes, a mala com roupas de jogo e treino e o eixo da cadeira de jogo não chegaram ao destino; a tenista saiu de Belo Horizonte em 12 de maio, passou por Guarulhos e embarcou à noite rumo à capital espanhola.

Sem os equipamentos essenciais, Vitória teve de improvisar: jogou com raquetes emprestadas e com o eixo de outra cadeira, incompatível com seu conjunto habitual. A falta do material influenciou a atuação — ela foi eliminada nas quartas de final pelo britânica Cornelia Oosthuizen, cabeça de chave 4, por 6/2 e 6/4. A atleta relata tentativas de contato com a Iberia; inicialmente foi informada que a mala estaria em São Paulo e chegaria no voo seguinte, depois a empresa disse não saber o paradeiro da bagagem.

Aos 18 anos, Vitória teve temporada de destaque em 2025, com títulos juvenis no Australian Open e em Roland Garros, e passou recentemente para a categoria adulta. A interrupção logística ocorre em momento sensível: ela tem compromisso no ITF WC100 de Padova entre 19 e 23 de maio e volta ao Brasil para o ITF WC50 de São Paulo no fim do mês, competições nas quais a ausência do equipamento adequado pode comprometer rendimento e preparação.

O episódio expõe uma fragilidade operativa que vai além do transtorno imediato: para uma atleta de alto rendimento, perder raquetes e o eixo da cadeira significa risco de lesão, perda de confiança e desgaste na transição para a elite. Resta cobrar da Iberia esclarecimentos rápidos e a devolução efetiva do material, sob pena de prejuízo esportivo e logístico para a tenista e sua equipe nas próximas semanas.