O Vitória perdeu por 1 a 0 para o Vasco na noite de quarta-feira em São Januário, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Apesar de ficar com um jogador a mais desde os 17 minutos do primeiro tempo — expulsão de Barros após revisão do VAR —, o Rubro-Negro não conseguiu transformar a posse em oportunidade real de gol. Andrés Gómez marcou o único tento na etapa final.

A equipe de Jair Ventura começou em 4-5-1, postura previsível nos jogos fora do Barradão, e buscou uma saída cautelosa. Depois da expulsão o Vitória teve maior controle de bola, mas sem criatividade para furar o bloqueio vascaíno. Marinho foi quem mais tentou agredir, com poucas finalizações efetivas antes do intervalo.

Mesmo com um a menos, o Vasco seguiu mais incisivo e criou as melhores chances: Ramon Rique obrigou Lucas Arcanjo a uma grande defesa no primeiro tempo, e no segundo Andrés Gómez aproveitou espaço numa transição para bater de fora e abrir o placar aos 13 minutos. Colidio chegou a acertar a trave em contra-ataque, mostrando que o time carioca soube explorar os corredores abertos pelo adversário.

Jair Ventura mexeu na equipe no segundo tempo — entradas de Renê, Erick, Jamerson, Walace e Osvaldo —, mas as alterações não alteraram a dinâmica. O Vitória forçou nos minutos finais e teve chances com Luan Cândido e Erick, que esbarraram em boas defesas de Léo Jardim. A troca de postura no fim comprovou cansaço e alguma desorganização defensiva ao longo da partida.

O resultado reforça a dependência do Vitória em jogar no Barradão e expõe limitações do modelo fora de casa: posse estéril, pouca variação ofensiva e falhas em transição defensiva. A equipe precisa apresentar outra cara na volta para evitar a eliminação; do ponto de vista tático, sobra urgência por mais criatividade e compactação entre linhas.