O Vitória deixou a Arena da Baixada derrotado por 3 a 1 pelo Athletico-PR, na 13ª rodada do Brasileirão, e voltou a questionar a atuação da arbitragem. O clube apontou decisões controversas do árbitro Bruno Arleu de Araújo e falta de intervenção do VAR, afirmando que o resultado foi afetado por lances capitais não corrigidos.

O principal foco das queixas foi o pênalti assinalado aos 30 minutos do primeiro tempo sobre Viveros. O zagueiro Cacá contestou a marcação na saída do jogo, dizendo que não houve carga suficiente para justificar a penalidade e que o atacante simulou o impacto. O Vitória considerou a decisão determinante para a virada sofrida.

Além do pênalti, o clube reclamou da não expulsão de dois jogadores do Athletico: Luiz Gustavo, punido com amarelo aos 7 minutos após um chute em Zé Vitor, e o zagueiro Arthur Dias, amarelado no segundo tempo por entrada dura em Renê. Em todos os casos, a avaliação do Vitória é que o VAR, comandado pelo árbitro de vídeo Rodrigo Nunes de Sá, deixou de acionar a revisão.

O presidente Fábio Mota fez duras críticas à comissão de arbitragem, citando diretamente o coordenador Rodrigo Cintra e pedindo revisão dos critérios de escalamento. O clube informou que vai protocolar representação formal — a mesma medida tomada após a partida contra o Flamengo pela Copa do Brasil — e exigiu apuração dos episódios.

Com o revés, o Vitória segue sem triunfos fora de casa e ocupa a 13ª posição, com 15 pontos. Fora do campo, a sequência de reclamações expõe uma tensão institucional que o clube promete levar aos órgãos responsáveis, enquanto busca proteger a campanha em um campeonato de equilíbrio.