O Vitória voltou a erguer a Copa do Nordeste após 16 anos, confirmando neste domingo o pentacampeonato com a vitória por 2 a 1 sobre o Fortaleza e um desempenho de destaque: 10 jogos, oito vitórias, um empate e uma derrota, o que representa 83,3% de aproveitamento — o melhor índice do clube na história da competição. Como único representante da Série A na edição, o Rubro‑Negro foi o time a ser batido no mata‑mata, vencendo todos os cinco confrontos eliminatórios.
A campanha, porém, começou com sinal de alerta. O técnico Jair Ventura escalou uma equipe reserva na estreia contra o Botafogo‑PB e foi derrotado em casa por 2 a 1 — o único revés do Vitória no Barradão nos últimos 16 jogos. A opção por rodar o elenco cobrou preço: a derrota poderia comprometer a classificação. A resposta do treinador veio com mudança de postura e o uso da força máxima, com goleadas importantes como 4 a 2 sobre o CRB e 4 a 1 contra o Juazeirense, além da entrada decisiva da ‘cavalaria’ contra o Piauí, quando Erick fez um golaço e deu assistência.
No mata‑mata o time foi praticamente soberano. Renato Kayzer foi decisivo — marcou o gol que eliminou o Ceará aos 30 minutos do segundo tempo nas quartas — e terminou como artilheiro da Copa, com seis gols (cinco deles no mata‑mata), ao lado de Wallyson. Renê e Erick, com cinco gols cada, completaram o trio ofensivo que marcou 17 dos 30 gols da equipe na competição. A goleada por 6 a 2 sobre o ABC, a vitória de volta por 4 a 3 e as duas vitórias na final contra o Fortaleza selaram a campanha sem falhas nas fases eliminatórias.
O título traz alívio e reforça o papel do Vitória como referência regional, mas também eleva expectativas. O clube mostrou profundidade e capacidade ofensiva, mas a necessidade de correção tática após o tropeço inicial lembra que gestão de elenco e escolhas técnicas serão observadas com atenção nas próximas competições nacionais. Vitória sai com a taça e a obrigação de transformar o domínio nordestino em consistência no calendário mais amplo.