A volta do Campeonato Brasileiro trouxe de volta tudo o que a torcida espera (e teme): gols, comemorações copiadas da Copa, lances bizarros e decisões que já abrem pautas para as próximas semanas. Na Arena Condá, a lógica se impôs: o Flamengo, com o melhor ataque do torneio, goleou a Chapecoense por 4 a 0 e teve em Pedro o nome da rodada. O atacante reapareceu como vinha jogando antes da pausa, com dois gols — inclusive um belo lance individual que abriu o placar — e reacende o debate sobre convocações para a seleção.

Nem tudo foi perfeito para o rubro-negro: o jogo também teve um gol contra inusitado de Rafael Thyere, num lance em que o zagueiro acabou confundindo funções, e a preocupação com Gonzalo Plata, que deixou o campo sentindo o joelho ainda no primeiro tempo. Ao mesmo tempo, o retorno de Arrascaeta ao segundo tempo foi interpretado como alívio pela torcida e pela comissão técnica, já que o uruguaio não jogava desde abril por conta de fratura na clavícula.

Outras partidas confirmaram a mistura de retomada e instabilidade. O São Paulo, que não vence desde abril (soma quatro derrotas e dois empates), saiu na frente em Bragança Paulista com Artur, mas foi surpreendido pelo Athletico-PR: Leozinho, ex-príncipe do futsal, entrou como titular e marcou os dois gols da virada — seus primeiros no Campeonato. No Beira-Rio, o Cruzeiro venceu o Internacional por 2 a 1, mas a imagem que ficou foi a lesão do estreante Gabriel Pec após forte entrada de Victor Gabriel, que recebeu cartão vermelho.

O líder Palmeiras voltou em vitória sobre o Coritiba com gols de atletas que estiveram na Copa defendendo o Paraguai, e houve espaço até para comemorações que remetem ao Mundial — como a do Bahia contra o Atlético-MG, inspirada no gesto de Enzo Fernández. Se por um lado a rodada aquece o calendário, por outro deixa em evidência questões pendentes: convocações discutíveis, risco de novas ausências por lesão e a necessidade de readaptação de plantéis que passaram por meses intensos.