Em Teresina, uma tradição curiosa ganhou espaço na torcida pela seleção: dona Noca, de 76 anos, comemora cada gol do Brasil quebrando um copo. O hábito começou durante a Copa do Mundo de 2022 e se manteve nos ciclos seguintes, transformando o gesto em ritual pessoal e atração entre vizinhos e familiares.

A própria dona Noca compra copos destinados à celebração e, depois dos jogos, recolhe os cacos espalhados pela sala para armazená‑los em uma caixa de plástico — uma precaução para evitar ferimentos. A família trata a prática com bom humor, mas ressalta que, para ela, o que importa é viver a emoção do jogo.

O costume volta a ganhar foco no dia a dia da torcida brasileira após a vitória de virada sobre o Japão, quando Kaishu Sano abriu o placar e Casemiro e Gabriel Martinelli inverteram o resultado, garantindo vaga do Brasil nas oitavas. No domingo, a seleção enfrenta a Noruega, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, em confronto que tem Haaland como principal referência adversária.

Além do efeito folclórico, a história de dona Noca diz algo sobre a relação afetiva do público com a seleção: rituais e pequenos exageros ajudam a canalizar ansiedade e esperança em grandes competições. Em meio à pressão por um novo título, gestos como esse traduzem a tensão e a fé do torcedor comum.