O Cruzeiro vetou a presença do volante Walace na estreia do clube na Copa Libertadores, nesta terça-feira contra o Barcelona-EQU, em Guayaquil. A decisão, anunciada pela diretoria, afasta o jogador da delegação e marca um endurecimento do clube em relação ao cumprimento das normas internas do elenco.
Segundo apuração junto a fontes internas, Walace compartilhou em um grupo da delegação uma mensagem que criticava diretamente um companheiro — conteúdo que, segundo relatos, pode ter sido enviado por engano. A repercussão imediata no ambiente interno levou o caso à diretoria, que convocou o atleta para uma reunião em São Paulo.
A diretoria considerou a atitude incompatível com as normas de convivência do elenco.
Após o encontro, a cúpula do clube, com respaldo da comissão técnica de Artur Jorge, optou pelo afastamento. O Cruzeiro qualificou o episódio como uma infração grave ao código de conduta e informou publicamente que o atleta desrespeitou um colega. Até o momento não houve manifestações públicas nem do jogador nem do atleta mencionado.
O caso ganha peso por tratar-se de reincidência: internamente o clube já havia aplicado uma punição discreta em episódio anterior envolvendo o mesmo jogador. A repetição do comportamento motivou a adoção de medida mais rígida, desta vez tornada pública, como forma de preservar disciplina e convivência no elenco.
Na vertente esportiva, Walace era opção para a viagem após participar da partida contra o São Paulo, mas ficará fora do jogo em Guayaquil. Contratado em 2024 junto à Udinese, o volante não conseguiu se firmar e soma apenas uma participação oficial em 2026. A comissão técnica agora replaneja as alternativas para o meio-campo, enquanto o episódio traz questionamentos sobre gestão de pessoas e rotina disciplinar no clube.
A comissão técnica apoiou a decisão de deixar o jogador fora da delegação.