Walace permanece afastado do elenco profissional do Cruzeiro duas semanas após o episódio que culminou na decisão da diretoria. Desde 4 de abril o volante cumpre um cronograma distinto dos companheiros, em uma separação definida pela mesa do clube depois de mensagens em grupo nas quais criticou o goleiro Matheus Cunha, enviadas por engano.
Embora a relação entre jogador, estafe e direção seja descrita como preservada, o entendimento interno é de que a reversão do quadro é pouco provável. Fontes próximas ao clube dizem que o caminho natural tem sido a saída, mesmo com o contrato vigente até 2028. Não há, porém, definição formal: Cruzeiro e representantes mantêm diálogo e evitam precipitar decisões enquanto as janelas de transferência mais importantes seguem fechadas.
O episódio teve impacto no vestiário: Walace sempre teve boa relação com o grupo, mas a mensagem alterou esse equilíbrio e motivou conversas entre atletas e o agente Pedro Lourenço. O volante já se desculpou e teve conversa com o técnico Artur Jorge após ser cortado da viagem ao Equador; desde sua chegada, em julho de 2024, ele ainda não conseguiu plena afirmação no clube, sem sequência com nomes que passaram pela comissão técnica — citações incluem Fernando Seabra, Fernando Diniz e Leonardo Jardim.
Na última janela o clube demonstrou interesse em negociar o jogador, e houve sondagens que não avançaram, segundo apurado. O desfecho seguirá sendo moldado pelo desgaste no dia a dia do elenco e pelas oportunidades do mercado quando as janelas reabrirem — para o Cruzeiro, resolver a questão é também uma medida de gestão do ambiente interno e da rotina de trabalho.