Na noite deste sábado (12), o empate em 1 a 1 entre Botafogo e Red Bull Bragantino, no estádio Nilton Santos, teve como episódio central a expulsão do atacante Wallace Yan. A partida contou com um gol contra de Lucas Monzón e o empate de Vitinho, mas foi a decisão do árbitro Fernando Antonio Mendes, após consulta ao VAR, que dominou o fim do jogo.

O lance que resultou no cartão vermelho direto foi um contato do atacante com Ferraresi em uma ultrapassagem para chegar ao ataque. O árbitro foi ao monitor e manteve a interpretação de falta grave, expulsando Wallace Yan em lance revisado pelo VAR. A saída de campo, no entanto, virou espetáculo: o jogador aplaudiu de forma irônica, puxou a camisa e chorou visivelmente.

A sequência de reações prosseguiu com provocação à torcida adversária: Wallace Yan apontou para uma tatuagem de campeão e fez o gesto de 'chororô' em direção às arquibancadas do Nilton Santos, em resposta a provocações. Ex-jogador do Flamengo, o atleta teve comportamento que alimentou a repercussão imediata nas redes e entre os próprios torcedores presentes.

Além do impacto imediato no resultado, a expulsão teve efeito prático: o Bragantino saiu de campo com um jogador a menos e vê a corrida por vaga em competições internacionais perder força; está na nona posição, com 36 pontos. O Botafogo, por sua vez, segue em queda — 14º, com 32 pontos — e o empate pouco ajudou a estabilizar o time no campeonato. O episódio também reacende o debate sobre o uso do VAR e os limites de reatividade emocional dos jogadores em jogos de alta pressão.