Contratado no ano passado, Wendell precisou de tempo para reencontrar o futebol que o levou à seleção. Em 2026, no entanto, o lateral-esquerdo voltou a aparecer com regularidade no campo: a assistência para Artur no empate por 2 a 2 com o Bahia o colocou entre os líderes de passes para gol do Tricolor, ao lado de nomes como Calleri e Luciano.
O que chama atenção é a eficiência. Wendell precisa de apenas 299 minutos, em média, para registrar uma assistência — número bem inferior ao de colegas com o mesmo total de passes para gol (Marcos Antônio, Luciano, Calleri e Danielzinho), que atuaram bem mais minutos. Além disso, o lateral participou de 16 partidas e 899 minutos, enquanto concorrentes acumulam entre 1.600 e 1.800 minutos.
O impacto vai além das estatísticas individuais: quando Wendell inicia entre os titulares, o São Paulo ainda não perdeu em 2026 — nove partidas, seis vitórias e três empates, rendimento de 77%. O bom momento também coincide com a recuperação completa de uma fascite plantar que o afastou no mês de outubro e atrasou sua adaptação ao time.
Há ecos da fase produtiva vivida no Porto em 2023/24, quando também acumulou três assistências em temporada que o projetou internacionalmente. Com Roger Machado ainda sem repetir escalação há semanas, a consistência de Wendell oferece uma opção de estabilidade para o técnico. Ele deve começar entre os titulares no clássico contra o Corinthians, neste domingo.