A seleção brasileira perdeu nesta semana uma de suas cartas defensivas antes da estreia na Copa do Mundo: Wesley, lateral-direito de 22 anos, foi cortado após exames apontarem lesão muscular no adutor da coxa esquerda. A notícia repercutiu no exterior, com veículos europeus considerando o desfalque um revés significativo para o time às vésperas do Mundial.
A CBF confirmou o corte no domingo, depois da lesão sofrida no amistoso contra o Egito, em Cleveland. Wesley pediu substituição aos 16 minutos do primeiro tempo, recebeu atendimento da equipe médica e deixou o estádio mancando. Revelado pelo Flamengo e em atuação na Roma, o jogador perderia sua primeira Copa do Mundo.
Para suprir o vazio, Dorival Júnior convocou Éderson, de 26 anos, mais acostumado ao meio-campo. Formado no Brasil, com passagens por Cruzeiro, Corinthians e Fortaleza, o volante migrou ao futebol italiano — passou pela Salernitana e hoje defende a Atalanta, enquanto é associado a negociações em curso para a Inglaterra. Ele soma apenas três jogos pela seleção, todos sob comando de Dorival.
A movimentação altera a montagem da equipe: com a entrada de um volante, a lateral direita fica sem um especialista nato, e zagueiros como Ibañez e Danilo aparecem como alternativas para a faixa. É o quarto problema de lesão no grupo, após os desfalques de Militão, Estêvão e Rodrygo, e impõe a Ancelotti a necessidade de revisão de peças e compactação tática em um momento em que coesão e opções de banco são determinantes.