Antes do amistoso em Cascavel, o técnico Fernando Diniz confirmou o interesse do Corinthians em repatriar Wesley. O treinador reiterou que a prioridade é manter o elenco atual, mas avaliou que o atacante — formado na base e com características de drible que se encaixam no estilo desejado — tem interesse em voltar ao clube e poderia ser um reforço pontual se a negociação avançar.
Nos bastidores, a diretoria mantém conversas com os representantes do jogador, mas a parte financeira aparece como principal obstáculo. O clube enfrenta um transfer ban de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 7,7 milhões) por uma dívida com o Philadelphia Union relacionada à contratação de José Martínez, e há risco de nova punição da Fifa por pendências na compra do volante Charles junto ao Midtjylland. Esses entraves limitam a capacidade de registrar reforços e pressionam a estratégia de mercado do Corinthians.
Wesley pertence ao Al-Nassr desde 2024, após venda que envolveu US$ 20 milhões fixos e até US$ 5 milhões em bônus. Pelo clube saudita disputou 40 partidas, com cinco gols e quatro assistências; teve ainda um empréstimo à Real Sociedad, com cinco aparições sem marcar. Além do aspecto esportivo, a negociação precisa conciliar valores de transferência e salários diante das restrições do clube.
O impasse evidencia uma tensão maior: enquanto o técnico pede reforços pontuais, a gestão lida com limitações financeiras que podem bloquear movimentos no mercado e forçar escolhas sobre manutenção ou venda de ativos. A capacidade do Corinthians de regularizar pendências com credores e evitar novas sanções da Fifa será decisiva para transformar o interesse em acordo — e determinar se Wesley realmente voltará a vestir a camisa do clube.