Wesley Natã apareceu como peça decisiva na semifinal da Libertadores: marcou no jogo de ida, entrou e mudou o duelo no retorno ao Nubank Parque, ajudando o Fluminense a empatar e levar a decisão para os pênaltis. Mesmo assim, o atacante esteve em campo por apenas 24 minutos dos 180 disputados — um uso tão restrito que ganhou atenção após a eliminação tricolor.
Na coletiva, o técnico Marcão justificou a opção com questões físicas e estratégia: disse que a equipe precisava de atacantes capazes de pressionar e correr os 90 minutos, e que não sabia se Wesley já teria essa condição. O treinador também afirmou que a ideia era usar o menino em momentos específicos para explorar defesa cansada, o que de fato aconteceu em trechos do confronto.
Não sei se o Wesley ainda está pronto para fazer isso durante os 90 minutos.
Os números reforçam o contraste. Desde a primeira aparição com Marcão, Wesley soma cinco jogos, uma marcação na rede e participação em três gols (uma assistência e duas contribuições diretas). Em quatro dessas partidas atuou menos de 15 minutos; contra o Santos teve cerca de 30 minutos e encontrou dificuldades com o placar adverso.
A situação coloca o clube diante de uma escolha: proteger o jovem para preservar rendimento físico ou acelerá-lo para aproveitar seu impacto imediato em jogos decisivos. Após a eliminação, a escalação e o manejo de minutos tendem a ser pontos de pressão sobre a comissão técnica, que prometeu ampliar o tempo de jogo do atacante à medida que ele evoluir. Resta saber se essa evolução será traduzida em mais responsabilidade já nos próximos compromissos e no ajuste da equipe para 2027.