Toto Wolff procurou nesta segunda-feira rebater manchetes que comparam o trajecto precoce de Kimi Antonelli a lendas do esporte. Com 19 anos e duas vitórias seguidas, o jovem italiano assumiu a liderança do campeonato — posição que, segundo o dirigente, deve ser vista como parte de um processo controlado de aprendizado.

Wolff afirmou que a evolução de Antonelli ocorre conforme o plano da Mercedes: um primeiro ano de adaptações com lampejos de brilho e momentos de dificuldade, seguido por uma segunda temporada de consolidação. A equipe, disse ele, mistura proteção e cobrança para não acelerar expectativas que podem prejudicar o desenvolvimento do piloto.

O chefe não evitou comentar a atenção da imprensa italiana e as comparações históricas — entre elas referências a Ayrton Senna e a Alberto Ascari, que em 1953 foi o último italiano a conseguir vitórias consecutivas em fases decisivas. Wolff classificou essas analogias como prematuras, lembrando que Antonelli ainda está em formação.

No outro lado do box, George Russell segue como peça-chave da Mercedes. Wolff destacou que, apesar da falta de sorte em corridas decisivas, Russell mantém nível de pilotagem elevado e é fundamental para as ambições da equipe. A mensagem do dirigente é clara: controle de expectativas dentro e fora da pista para não transformar um bom começo em pressão contraproducente.