Toto Wolff, diretor da Mercedes, avaliou com cautela a série de alterações anunciadas no regulamento da Fórmula 1. Em entrevistas à imprensa especializada, o dirigente qualificou as reuniões entre pilotos, FIA, Fórmula 1 e equipes como construtivas e advertiu contra intervenções abruptas: é preciso ajustar regras com precisão, não com medidas drásticas que possam gerar efeitos colaterais indesejados.

As modificações tratam de quatro frentes — classificações, segurança e consistência das corridas, largadas e disputas em pista molhada — e, com exceção de novas opções para as largadas, passam a valer já no GP de Miami, em 3 de maio. A mudança responde a reclamações sobre segurança e à sensação de ‘artificialidade’ provocada pelo rígido gerenciamento de energia dos carros, apontada por pilotos e parte do público.

Wolff também alertou para o custo de exposições públicas e desabafos: opiniões fortes em público podem moldar a percepção dos fãs antes que as soluções sejam testadas internamente pelos 'guardiões do esporte'. O dirigente pediu mais diálogo entre os atores envolvidos, lembrando que a temporada ainda está no começo e que decisões precipitadas no passado levaram a ajustes desfavoráveis.

O calendário e o timing das negociações foram atípicos: a Fórmula 1 aproveitou o mês de abril sem etapas para realizar três reuniões virtuais sobre o tema, após a não realização das corridas no Bahrein e na Arábia Saudita devido ao conflito no Oriente Médio que envolveu Estados Unidos, Israel e Irã. Resta acompanhar se as medidas melhorarão o espetáculo sem comprometer a segurança e a integridade técnica da categoria.