A World Athletics anunciou nesta quinta-feira (16) a rejeição de 11 pedidos de mudança de nacionalidade para a Turquia, decisão motivada por investigação que identificou uma “estratégia coordenada de recrutamento liderada pelo governo da Turquia”. A medida atinge atletas de quatro países e inclui nomes de destaque do último ciclo olímpico.
Entre os pedidos negados estão cinco medalhistas olímpicos: o jamaicano Rojé Stona (ouro no lançamento de disco em Paris 2024), Brigid Kosgei (quiniana, prata na maratona em Tóquio 2020), Rajindra Campbell (jam., bronze no arremesso de peso em Paris 2024), Ronald Kwemoi (queniano, prata nos 5.000 m em Paris 2024) e Wayne Pinnock (jam., prata no salto em distância em Paris 2024). A lista também traz atletas em ascensão, como Jaydon Hibbert e Favour Ofili.
O Painel de Revisão de Nacionalidade concluiu que havia um esquema articulado por um clube estatal turco para financiar contratos e atrair competidores a representar o país, prática que, segundo a federação, comprometeria princípios de elegibilidade e a credibilidade das seleções nacionais. A World Athletics deixou claro que, embora esses atletas não possam, por ora, defender a bandeira turca em provas internacionais, nada impede sua atuação em clubes, residência ou treinamentos no país.
As regras aplicáveis incluem um prazo de três anos entre a mudança de bandeira e a estreia internacional pelo novo país, além da necessidade de demonstrar ligações genuínas com a nova pátria. A decisão reforça a tentativa da federação de preservar o desenvolvimento de talentos locais e cria um obstáculo relevante aos planos turcos de formar seleções por recrutamento antes de Los Angeles-2028.