Ian Wright, ídolo do Arsenal, fez críticas públicas à forma como o clube tem tratado Gabriel Martinelli, que pode deixar Londres com um ano restante de contrato. O atacante de 25 anos foi poupado da Supercopa da Inglaterra e da estreia do time na Premier League, e tem interesse externamente — entre clubes citados estão o Al-Hilal e sondagens do Galatasaray, segundo relatos.

Wright valorizou a entrega do jogador e disse que Martinelli protagonizou momentos decisivos para o clube, cobrando uma saída conduzida com mais respeito ao atleta. A crítica do ex-atacante ganha peso justamente por sua estatura entre os torcedores: Wright é um dos maiores artilheiros da história do clube e tem legitimidade ao questionar a gestão de casos sensíveis dentro do elenco.

No plano esportivo, a perda de espaço de Martinelli na última temporada — ficando atrás de Leandro Trossard — e a chegada do grego Christos Tzolis desenharam um cenário menos favorável para o brasileiro. Revelado pelo Ituano e no Arsenal desde 2019, Martinelli soma participações e títulos importantes, o que intensifica o debate sobre como clubes devem equilibrar decisões técnicas e relação com jogadores com contrato em fim.

Para o Arsenal, a situação impõe um desafio de gestão: negociar sem desgastar a imagem do clube junto à torcida e sem comprometer a coerência do projeto técnico. Para Martinelli, a janela de transferências é uma possibilidade de recomeço, mas também testa a capacidade do clube de tratar saídas de forma institucional e respeitosa. O caso segue como ponto de atenção até definição do futuro do atacante.