Yago Dora assinou a primeira nota 10 da temporada 2026 da World Surf League ao executar um aéreo de rotação completa nos minutos finais das quartas de final em Manu Bay, Raglan. Precisando de 9,50 para evitar a eliminação, o paranaense conectou o movimento com sequência de batidas de borda e foi premiado com a pontuação máxima pelos cinco juízes, virando a bateria contra o americano Cole Houshmand por 17,50 a 17,00.

A bateria teve alternância de liderança: Yago abriu com velocidade e manobras progressivas, somando boa nota logo no início; Cole respondeu com duas ondas fortes que lhe deram vantagem momentânea. Quando restavam apenas três minutos, o brasileiro encontrou a rampa necessária e, com paciência tática, transformou a pressão em performance decisiva. A virada confirmada recoloca o atual campeão entre os favoritos na etapa neozelandesa.

Na semifinal, marcada para o início da noite local, está confirmada uma disputa 100% brasileira: Yago encara Italo Ferreira, que eliminou Miguel Pupo após comandar o confronto com aéreos e manobras de borda que lhe renderam notas altas. Na outra chave, o americano Griffin Colapinto enfrenta o australiano Morgan Ciblic.

Além do brilho técnico, a atuação de Yago tem leitura competitiva: traduz resiliência mental em situação de pressão e reforça que o título mundial em exercício não é casual. A nota 10 também tem peso simbólico para a WSL em 2026 e eleva a expectativa por uma final com forte presença brasileira em Raglan.