Quando o árbitro esloveno Slavko Vinčić deu início à final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, Lamine Yamal e Pau Cubarsí entraram para a história: tornaram-se o terceiro e o quarto jogadores mais jovens a disputar uma decisão do torneio mundial.
Ambos nascidos em 2007, Yamal disputou a final aos 19 anos e 6 dias, enquanto Cubarsí foi a campo aos 19 anos e 178 dias. Com essas idades, os dois espanhóis superaram a marca de Kylian Mbappé, que tinha 19 anos e 207 dias quando jogou a final de 2018 com a França.
No ranking histórico, a dupla apenas fica atrás de Giuseppe Bergomi, campeão com a Itália em 1982 aos 18 anos e 174 dias, e de Pelé, que segue como o mais jovem a disputar uma final — e a marcar — com 17 anos e 249 dias na decisão de 1958 contra a Suécia.
O feito ressalta a aposta da seleção espanhola em talentos muito jovens para partidas de máxima pressão. Mais que um fato estatístico, a presença de Yamal e Cubarsí em uma final evidencia a renovação do elenco e a confiança do técnico em peças que ainda estão no início de suas carreiras.
Independentemente do resultado em campo, o ingresso desses dois jogadores no grupo seleto de finalistas reforça a narrativa de que a Espanha construiu um plantel com juventude e potencial para os próximos ciclos internacionais.