A defesa do Corinthians foi o principal argumento do time no empate por 0 a 0 com o Rosario Central, em Rosário, pelas oitavas da Libertadores. O goleiro participou ativamente, espalmando um chute de Campaz aos 11 minutos do primeiro tempo e fazendo intervenções importantes no segundo tempo, inclusive em finalizações de Ávila e de Di María.

A dupla de zaga teve atuação firme: venceu duelos por baixo e pelo alto, roubou bolas e fez cortes fundamentais nas bolas alçadas à área. Um cabeceio que bateu na trave aos 42 minutos do primeiro tempo e o cruzamento de Matheus Bidu que quase resultou em gol mostram o equilíbrio defensivo que sustentou a equipe, mesmo quando o adversário aumentou a pressão.

No meio-campo, o Corinthians sentiu a falta de criação. Allan trabalhou muito na proteção da defesa, mas foi expulso após receber dois cartões amarelos por faltas duras, deixando o time em desvantagem numérica nos minutos finais. A saída prematura do jogador forçou mudanças: Carrillo entrou aos 37 minutos do segundo tempo e buscou dar mais cadência, enquanto outros volantes alternaram entre boa imposição física e erros na saída de bola.

Do ponto de vista tático, o técnico Careca destacou a estratégia de 180 minutos, que se sustentou nesta noite, mas o empate acende um sinal sobre a necessidade de mais soluções ofensivas. A equipe volta para São Paulo com a defesa validada, mas com dívida na criação e a obrigação de administrar a expulsão de Allan na partida decisiva da volta.