A final da Champions entre Arsenal e PSG, em Budapeste, terá um elemento singular: dois zagueiros equatorianos nas defesas rivais. Willian Pacho e Piero Hincapié, formados nas categorias de base do Independiente del Valle e campeões da Libertadores Sub-20 de 2020, voltam a se encontrar em um palco máximo do futebol europeu — evento que ganha peso simbólico para o Equador.
Os trajetos dos dois contam a história da ascensão recente. Pacho saiu do Independiente em 2022 rumo ao Royal Antwerp, passou pelo Eintracht Frankfurt em 2023 e foi contratado pelo PSG em 2024 por cerca de €40 milhões; integrou a campanha campeã da Liga dos Campeões em 2025, a primeira de um jogador equatoriano. Hincapié teve passagem pelo Talleres antes de chegar ao Bayer Leverkusen, onde foi titular nas temporadas que renderam título histórico do Campeonato Alemão e da Copa da Alemanha em 2023/24; o Arsenal o trouxe por empréstimo e acabou acertando a compra por cerca de €52 milhões.
O confronto vai além da rivalidade de clubes: é enxergado no Equador como confirmação de um projeto de base que exporta talentos centrais. Há divisão de torcida entre quem torce pelo bicampeonato de Pacho e quem prefere a consagração de Hincapié na sua primeira final da competição, segundo relatos da imprensa local. Para a seleção equatoriana, a presença de dois titulares de alto nível no miolo defensivo reforça a aposta para a Copa do Mundo que se aproxima.
Além dos dois zagueiros, a geração equatoriana soma nomes em ligas de ponta, o que alimenta a expectativa nacional. A final em Budapeste funciona, assim, como vitrine do trabalho do Independiente del Valle e como termômetro do que o país pode levar ao torneio mundial — um duelo com impacto esportivo e simbólico para o futebol equatoriano.