A Federação Francesa de Futebol oficializou nesta terça-feira a contratação de Zinédine Zidane como novo técnico da seleção nacional. O anúncio foi feito pelo presidente Philippe Diallo; o contrato passa a vigorar em 1º de agosto e o trabalho prático começa no início de setembro, com olho na estreia da França na Liga das Nações. Zidane, aos 54 anos, assume a vaga deixada por Didier Deschamps, comandante por 14 anos e vencedor da Copa do Mundo de 2018.

Ídolo da geração campeã em 1998 e da Eurocopa 2000, Zidane chega ao cargo pela primeira vez com experiência consolidada no futebol de clubes, especialmente no Real Madrid. Foi auxiliar em 2013–14, comandou equipes juvenis e teve duas passagens como técnico principal, entre 2016–2018 e 2019–2021, ciclo em que voltou a conquistar a Champions League e títulos nacionais. Segundo ele, recusou propostas de clubes nos últimos anos para priorizar a seleção.

A escolha mira continuidade e estrela: o vínculo até junho de 2030 sinaliza que a federação aposta em um projeto de longo prazo para manter a França entre as favoritas. Ao mesmo tempo, a transição traz riscos claros. Zidane não havia sido treinador de uma seleção e precisa adaptar métodos de clube a um elenco já montado, com figuras como Kylian Mbappé exigindo gestão cuidadosa. A preparação para a Liga das Nações será o primeiro termômetro do entrosamento e das opções técnicas.

Do ponto de vista institucional, a federação aposta em prestígio para reduzir o choque da saída de Deschamps, mas também cria expectativa imediata por resultados. Se o treinador tiver sucesso, reforça a imagem de continuidade vencedora; se o desempenho ficar aquém, a pressão sobre a direção e sobre o comando técnico deve crescer com rapidez. Zidane assume com autoridade simbólica – agora terá pouco tempo para provar que sua leitura do jogo funciona na arena das seleções.