A comemoração de Zinedine Zidane chamou tanto atenção quanto o próprio gol de Olise que decidiu Bélgica 0 x 1 França: depois do lance individual aos 42 minutos do segundo tempo, o técnico — conhecido pela postura elegante — deu um pontapé em uma das bolas à beira do gramado. A reação inesperada virou imagem do alívio e da empolgação em um jogo decidido nos detalhes.
Zidane disse ter sentido que o gol viria assim que Olise recebeu passe de Cherki e arrancou em direção ao gol, e não poupou elogios ao jovem. Para o treinador, o atacante reúne intuição e coragem para arriscar, e a atuação confirmou o lugar do jogador entre as opções ofensivas do time. Olise saiu do banco e entrou em uma lista de protagonistas que, segundo Zidane, inclui nomes como Mbappé e Dembélé no contexto atual da seleção.
Além do destaque individual, o técnico ressaltou a importância de envolver o elenco: a equipe começou o jogo com nove alterações em relação à vitória sobre a Turquia e manteve um padrão competitivo. Zidane avaliou que a França foi dominante na maior parte do confronto, embora reconheça que a Bélgica criou duas ou três chances perigosas no segundo tempo. A leitura foi clara: a vitória é justa, mas fruto também de resistência diante de um adversário que obrigou a seleção a não relaxar.
A cena do 'bicão' e as palavras do treinador têm efeito prático: projetam confiança na capacidade do grupo e reforçam a mensagem de rotatividade sem perda de intensidade — informação útil para a sequência da Liga das Nações. Para Olise, o gol é um impulso na trajetória internacional; para Zidane, a comemoração fora do script foi também uma imagem de liderança que aproxima comissão técnica, substitutos e torcida num momento em que cada resultado e cada decisão tática contam.