Conhecido pela elegância e pela discrição nos tempos de jogador, Zinédine Zidane teve uma atitude atípica na vitória da França sobre a Bélgica por 1 a 0, nesta terça-feira em Bruxelas. Aos 42 minutos do segundo tempo, após o golaço de Olise, o treinador correu de forma desengonçada até a lateral e deu um bicão em uma das bolas que estavam à beira do campo — uma comemoração que fugiu do seu perfil habitual.

O lance decisivo nasceu da entrada de Cherki, que caiu pela esquerda e serviu Olise. O atacante, vindo do banco, saiu de sua própria linha defensiva, dominou com o ombro, deixou o marcador De Cuyper no chão e colocou a bola no cantinho. Foi a segunda vitória francesa sob o comando de Zidane: na estreia, os comandados também venceram por 1 a 0, fora de casa contra a Turquia, e a seleção agora soma seis pontos e lidera o Grupo A1 da Liga das Nações.

A reação mais efusiva de Zidane chama atenção não apenas pela imagem pouco habitual, mas pelo simbolismo: o técnico estreou com 100% de aproveitamento, mas a gestão ainda convive com dúvidas de curto prazo. Na estreia mencionada, Mbappé foi decisivo, mas deixou a partida lesionado — um problema que pode complicar escolhas táticas nas próximas rodadas caso a recuperação não evolua como o esperado.

Do ponto de vista esportivo, o resultado em Bruxelas confirma capacidade de decisão do banco e do elenco de reserva, com Olise entrando para resolver. Politicamente dentro da seleção, a comemoração de Zidane mostra intensidade e cobrança por resultados imediatos, e agora a pressão será por manter o aproveitamento sem perder peças-chave — especialmente com uma fase de grupos curta, onde cada ponto pesa.