Zinédine Zidane assinou contrato de quatro temporadas com a seleção francesa e terá salário fixo de €300 mil por mês, segundo a rádio RMC. Com o pagamento de bonificações previstas no acordo, a remuneração pode subir para €450 mil mensais. Em valores anuais, isso significa pelo menos €3,6 milhões (aprox. R$ 21 milhões) e, se todas as metas forem atingidas, até €5,4 milhões por temporada (cerca de R$ 31,5 milhões).
A contratação coloca Zidane à frente de Didier Deschamps na comparação direta de vencimentos. Deschamps, que deixou o cargo depois de 14 anos, recebia cerca de €3,8 milhões por ano (aprox. R$ 22,2 milhões). O novo acordo, firmado até a Copa de 2030, eleva os custos fixos da federação e amplia a atenção sobre a política de contratações da entidade.
O presidente da Federação Francesa de Futebol, Philippe Diallo, evitou confirmar os números, dizendo que a negociação foi pautada em vontades esportivas mais do que em dinheiro. Ainda assim, a cifra ganhou repercussão imediata na França por coincidir com mudança legislativa sobre governança do esporte profissional.
A nova lei estabelece um teto de €450 mil brutos por ano para dirigentes e funcionários de federações, com possibilidade de exceções autorizadas pelo governo. Segundo o jornal L'Équipe, o contrato de Zidane foi assinado antes da promulgação da norma, o que afasta, por ora, a necessidade de pedido de exceção — um detalhe que reduz riscos legais, mas não elimina eventuais críticas políticas e de imagem.
Do ponto de vista esportivo, a aposta é clara: a Federação trouxe um nome de alto prestígio para comandar o ciclo até 2030. Politicamente, porém, a operação exige gerenciamento cuidadoso — tanto na comunicação quanto nas contas — porque a magnitude dos valores amplia o escrutínio sobre prioridades e governança em um contexto em que a nova legislação busca limitar remunerações no setor.