Hakim Ziyech desembarca no Rio de Janeiro nesta terça-feira, às 19h45 (horário de Brasília), para assinar contrato com o Botafogo até dezembro de 2028. O clube organiza recepção no Aeroporto do Galeão; a expectativa é de que o marroquino seja a principal aposta ofensiva do clube numa fase em que a equipe tenta consistência após o empate recente com o Palmeiras.
A contratação vem na esteira de uma passagem pelo Wydad Casablanca em que Ziyech alternou bons momentos com problemas extracampo e lesões. O Wydad, que viveu queda de rendimento e terminou o Campeonato Marroquino na quinta posição, mudou de treinador três vezes na temporada e trocou também a presidência. O acerto salarial que trouxe o jogador de volta ao Marrocos acabou sendo tensionado pela nova direção, que buscou cortar ainda mais a folha — situação que gerou atritos entre as partes.
Dentro de campo, Ziyech mostrou capacidade de decidir quando esteve em condições físicas ideais: marcou gols de destaque, como no clássico contra o FAR Rabat, e perdeu apenas cinco partidas por lesão no período mais recente — número inferior aos seus últimos clubes. Ainda assim, o histórico recente inclui passagens com problemas físicos no Galatasaray e no Al-Duhail, o que transforma a saúde do jogador em variável crítica para o sucesso da aposta botafoguense.
A proposta do Botafogo prevê salário abaixo de R$ 1 milhão, com possibilidade de alcançar valores próximos ao teto se metas forem cumpridas até o último ano do contrato. É um modelo com gatilhos que reduz parte do risco imediato, mas a equação esportiva é clara: se Ziyech ficar saudável e render, ganha o clube e o torcedor; se as lesões persistirem, o investimento pode não compensar em um momento em que o time busca soluções eficientes e regularidade na temporada.