Fluminense e Vasco ficaram no 0 a 0 no Maracanã na ida das oitavas da Copa do Brasil. Após a partida, o técnico Luis Zubeldía descartou mistério sobre a escalação e confirmou que John Kennedy seguirá como opção de ataque: segundo o treinador, o jovem já vinha atuando com regularidade no semestre e sua presença entre os titulares não é novidade.

Zubeldía também explicou o contexto das mudanças recentes: uma indisponibilidade física antes do jogo contra o Bragantino e uma expulsão anterior alteraram a rotina de equipe, o que alimentou debates e vaias nas arquibancadas. O treinador reclamou da tendência a criar “novelas” em torno de escolhas técnicas e reforçou que a tomada de decisões passa por circunstâncias que fogem ao controle imediato.

No aspecto defensivo, o técnico enalteceu a atuação de Igor Rabello e Ignácio, únicos zagueiros titulares à disposição na partida. Com desfalques, Fluminense mostrou consistência e permitiu apenas uma situação mais clara do rival no segundo tempo. A escassez de opções levou a decisões sobre o aproveitamento de jovens de Xerém: Jemmes treinou, mas não foi relacionado; a comissão considera ceder experiências externas para acelerar a formação e pondera questões econômicas antes de contratações.

Apesar do zero no placar, a equipe criou chances — Zubeldía avaliou que houve seis situações claras de gol — e saiu com a sensação de desperdício. A vitória segue em aberto para o jogo de volta, quarta-feira, às 21h30 no Maracanã; o empate levará a decisão para os pênaltis. O retrato pós-jogo é duplo: solidez defensiva em destaque, mas cobrança por maior efetividade ofensiva e por respostas concretas ao problema de elenco nas laterais e no banco.