O Fluminense ficou no 0 a 0 com o Bahia em noite discreta no Maracanã e, além do rendimento em campo — com Hulk passando em branco e perdendo chance clara — o jogo teve desdobramentos fora das quatro linhas. A advertência recebida por Lucho Acosta contra o Bragantino motivou um alerta de suposta manipulação e levou a CBF a abrir investigação sobre o lance.

Na coletiva após a partida, o treinador Luís Zubeldía procurou reduzir o impacto do episódio e afirmou que o clube tratou o assunto internamente, reforçando confiança no elenco. O técnico ressaltou que investigações desse tipo são delicadas, podem se ampliar com menções a nomes e gerar repercussão, mas negou que a questão esteja afetando o ambiente do grupo: a prioridade, segundo ele, é concentrar-se no calendário e nas partidas que vêm pela frente.

Zubeldía também explicou a opção por escalar Hulk entre os titulares, reconheceu que o atacante ainda busca ritmo e que avaliações precisam de tempo — não apenas três jogos — e citou o desgaste do elenco em meio à sequência de compromissos. O treinador mencionou trocas forçadas na defesa e a necessidade de controlar minutagem de atletas como Martinelli e Lucho diante da maratona de jogos.

Para o clube, o problema disciplinar em aberto representa um foco de atenção: além do risco de punições individuais, qualquer processo que gere instabilidade pode complicar rotações e planejamento em uma temporada com decisões pela frente. O Fluminense volta a campo no sábado, pela ida das oitavas da Copa do Brasil contra o Vasco, no Maracanã, e quer transformar a cautela externa em foco esportivo interno.