Depois de mais de um mês sem jogos pelo Brasileirão, o Fluminense voltou ao Maracanã e saiu com um empate por 1 a 1 diante do Bragantino. Ignacio fez o gol de empate aos 57 minutos do segundo tempo, mas o que ficou foi a sensação de oportunidade perdida: a equipe de Zubeldía produziu ofensivamente, exigiu do adversário, mas pecou na finalização e na precisão nas últimas ações.
A estreia oficial de Hulk com a camisa tricolor foi o ponto mais comentado. O atacante foi titular, criou cinco ou seis situações claras e chamou a atenção por finalizações de meia distância. Zubeldía defendeu a escolha de começar com Hulk pela direita — tanto para restringir a subida do lateral adversário quanto para explorar um 9/9½ como referência — e justificou manter John Kennedy no banco como opção estratégica, capaz de entrar bem no Maracanã.
O treinador também destacou limitações defensivas que custaram caro: o gol sofrido saiu em transição, cenário no qual o Bragantino se mostra eficiente. Zubeldía admitiu perda incomum de posse em momentos decisivos e tornou explícito que a contratação de Thiago Silva tem objetivo defensivo claro — uma solução para equilibrar a retaguarda. Além disso, lesões musculares no início do Brasileirão restringiram possibilidades de alteração no elenco.
No balanço, o técnico valorizou o esforço até o fim para buscar o empate, mas a leitura é pragmática: é preciso transformar chances em gols com maior regularidade. Com a competição reiniciada, o Fluminense terá pouco tempo para ajustar peças e ritmo antes do confronto com o Grêmio, em Porto Alegre, no próximo domingo — outro teste para a capacidade de adaptação da equipe e das escolhas táticas de Zubeldía.