Luis Zubeldía deve retomar o que a comissão técnica considera o 'time ideal' para o jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil, nesta terça-feira, às 21h30, no Maracanã, contra o Operário-PR. O empate sem gols na primeira partida, em Ponta Grossa, manteve a chave aberta: vitória classifica o Fluminense no tempo normal; igualdade leva a decisão para os pênaltis.
A opção por poupar peças diante do Vitória no último sábado alimenta a expectativa por um time mais próximo do titular habitual. O Fluminense, porém, chega pressionado: não vence há quatro jogos (duas derrotas e dois empates) e sofreu com instabilidade que quase resultou em mais um revés no fim de semana, salvo pelo tento de Serna. No vestiário e nas arquibancadas, a volta de força máxima tem caráter de resposta imediata.
Do ponto de vista prático, a competição assume dupla função: é rota direta para uma taça e, ao mesmo tempo, teste para a preparação da equipe rumo à Libertadores — competição que Hulk já disse sonhar conquistar. Perder a vaga no mata-mata teria custo esportivo e financeiro, além de ampliar o desgaste sobre a comissão técnica e a gestão do elenco.
No papel, o Maracanã e a escalação ideal favorecem o time carioca; na prática, o desafio será traduzir o favoritismo em intensidade e segurança defensiva, evitando depender de pênaltis em um momento de confiança abalada. O resultado desta terça-feira vai dizer se o Fluminense reencontra equilíbrio imediato ou se as contradições recentes se aprofundam.