Luis Zubeldía atravessa o momento de maior pressão no Fluminense. A derrota por 3 a 1 para o Vasco, que selou a eliminação na Copa do Brasil, veio em sequência a um jejum de seis partidas sem vitória — cinco empates antes do revés — e teve como desdobramento vaias e xingamentos no Maracanã. Mais do que o resultado, pesa o desempenho em queda, que se arrasta desde antes da pausa para a Copa do Mundo e não evidenciou recuperação apesar do tempo para treinamentos.
No fim do jogo, a cena que reforça o desgaste: a comissão técnica deixou o estádio em van, enquanto a diretoria permaneceu no Maracanã a portas fechadas até a madrugada. Segundo os relatos do clube, não houve definição de troca de comando no vestiário, mas a prioridade interna passou a ser encontrar soluções imediatas a cinco dias da partida de ida das oitavas da Libertadores, contra o Independiente Rivadavia.
Zubeldía afirmou responsabilizar-se pelo resultado e exibiu semblante abatido na entrevista coletiva, reflexo de uma expectativa interna frustrada em relação ao clássico e à Copa do Brasil. Para além do aspecto emocional, a sequência aponta problemas práticos: organização tática inconstante, dificuldade de transformar posse em chances claras e queda de rendimento coletivo, sinais que ampliam a cobrança sobre o treinador e sobre o elenco.
O calendário não alivia. Nos próximos 12 dias o time terá clássico contra o Botafogo e um confronto decisivo com o Palmeiras, além do jogo de ida na Libertadores. A reapresentação no CT Carlos Castilho deve ser marcada por nova conversa interna. Se não houver reação rápida em campo, a pressão deverá se intensificar e forçar a diretoria a encarar decisões mais duras sobre o rumo do projeto técnico.