A missão Artemis II terminou com sucesso técnico e humano: a cápsula reentrou na atmosfera a cerca de 40.000 km/h e amerissou ao largo da costa da Califórnia. Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen voltaram ao planeta após viajar pouco mais de 6.400 km além do recorde mantido desde 1970 pela Apollo 13.

Ao tocarem a água, os astronautas serão examinados imediatamente por equipes médicas a bordo do navio de resgate. Em seguida, a rotina prevê traslado de helicóptero até a costa e transporte aéreo até o Centro Espacial Johnson, em Houston, onde passarão por avaliações mais amplas e pelo processo de readaptação terrestre.

Os efeitos físicos da microgravidade são bem conhecidos: sem a força da gravidade, músculos e ossos perdem massa, especialmente os grupos posturais das costas, pescoço e panturrilhas. Estudos e relatos indicam que, em apenas duas semanas, a massa muscular pode cair até 20%. Ainda assim, o tempo fora da Terra da Artemis II foi curto em comparação com missões à Estação Espacial Internacional, de meses, e o impacto imediato tende a ser menor.

No plano humano, a experiência costuma ser descrita pelos próprios tripulantes como intensa e valorizada — Koch chegou a dizer que os inconvenientes da rotina espacial valem a pena pelo trabalho em equipe e pelo sentido da missão. A Nasa preserva detalhes da saúde individual; sabe-se que Wiseman manteve contato com a família antes do voo, em um gestos de responsabilidade diante do risco. Nos próximos dias, os procedimentos médicos, os descansos e o reencontro com parentes serão a prioridade para a equipe.