Um ataque a tiros no sítio arqueológico de Teotihuacán, nas proximidades da Cidade do México, deixou na segunda-feira (20/4) uma turista canadense morta e várias pessoas feridas, segundo autoridades mexicanas. O tiroteio ocorreu por volta do meio‑dia na Pirâmide da Lua; o suspeito disparou contra visitantes e, em seguida, tirou a própria vida, informaram agentes locais.

Equipes da Guarda Nacional, da polícia estadual e peritos da Procuradoria‑Geral do Estado do México atenderam a ocorrência e apreenderam uma arma de fogo, munições e uma arma branca. O sistema de saúde IMSS Bienestar informou que sete feridos foram levados a um hospital: quatro com lesões por arma de fogo, um com fratura, um com torção e outro por crise de ansiedade. Entre os lesionados há, conforme a polícia, dois colombianos, um canadense e um russo.

A presidente Claudia Sheinbaum anunciou nas redes sociais a abertura de uma investigação federal e disse estar em contato com a embaixada do Canadá. Funcionários dos Ministérios do Interior e da Cultura foram deslocados para o local para prestar apoio. Autoridades disseram que os primeiros indícios apontam para um autor solitário, mas ressaltaram que é preciso aguardar perícias para mais esclarecimentos.

Além do balanço humano imediato, o episódio levanta questões sobre a proteção de pontos turísticos de grande fluxo: Teotihuacán recebe mais de 1,5 milhão de visitantes por ano e é Patrimônio Mundial da UNESCO. Especialistas e operadores do setor tendem a cobrar revisão de protocolos, coordenação entre esferas de governo e presença efetiva de segurança em sítios abertos, medidas que têm custo e impacto político para a administração federal e local.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o suposto atirador e turistas no momento dos disparos — material cuja autenticidade ainda não foi verificada por veículos independentes. O sítio arqueológico permanece isolado enquanto as autoridades conduzem perícias e prometem atualizações sobre a investigação.