Ataques atribuídos ao Irã atingiram alvos no Golfo nesta sexta-feira (03/04), incluindo a refinaria de Mina al-Ahmadi, no Kuwait. Drones provocaram incêndios em várias unidades e autoridades locais confirmaram danos também a uma usina de energia e a uma planta de dessalinização, sem relatos imediatos de vítimas.

A fragilidade da infraestrutura na região chama atenção: cerca de 90% da água potável no Golfo depende da dessalinização do mar. Especialistas apontam que danos a essas instalações podem gerar um risco humanitário significativo, comprometendo abastecimento urbano e setores econômicos essenciais.

Podemos ampliar os ataques; pontes e usinas podem ser atingidas, disse Trump.

A ofensiva tem sido ampliada por Estados Unidos e Israel, que intensificaram ataques contra alvos iranianos. Um bombardeio atingiu uma ponte perto de Karaj, próxima a Teerã, com relatos de mortos e dezenas de feridos. No front verbal e estratégico, o presidente Donald Trump ameaçou ampliar ataques a pontes e usinas, e o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu comemorou a destruição de grande parte da capacidade siderúrgica iraniana, descrevendo a ação como perda de recursos para o CGRI.

O Irã revidou com lançamentos de mísseis contra Israel, e as Forças de Defesa de Israel afirmaram ter realizado ataques no sul do Líbano que resultaram na morte de 15 integrantes do Hezbollah. A escalada já se traduz em interceptações, destroços em áreas urbanas e alertas de segurança em vários Estados do Golfo, enquanto uma votação no Conselho de Segurança da ONU foi retirada da agenda, evidenciando dificuldade de coordenação internacional.

No plano interno iraniano, o conflito coincide com um cerco à dissidência: a conectividade sofre apagões prolongados, com relatos de redução de acesso à internet e aumento de prisões ligadas a protestos. A multiplicação de ataques contra infraestrutura civil eleva o custo político e humanitário da campanha e complica a capacidade de negociações internacionais, ampliando o risco de contágio na região.

Continuaremos a esmagar o Irã, afirmou Netanyahu.